Quis com meu dia clarear o seu. Quis imprevisto. Quis quintas-feiras. Quis expressões de surpresa e ser colocada a sua frente, mais uma vez. Tudo o que quis - quisto silenciosamente. Certeza do momento por tanto querer. Quis não me movimentar; esperar o seu dia clarear o meu. Quis meio-dia. Quis meia-noite. Quis, além de tudo, que a gente se encontrasse... sem relutar. Por (te) querer tanto, tudo será gozo e riso - silêncio, se a gente, em paralelos, quiser se encontrar.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
O vazio dói quase como a dor da perda. Apesar de não ter perdido, organicamente, nada. Falta-me braços, como falta-me recheio. Falta tanta falta... que dói. E dói... sem a esperança de que a terapia por esses amontoadinhos de letras pudesse curar-me de mim. Eu, dói. Eu, vazio dói. Essa falta do que nunca houve faz doer. E dói. Transpira por todos os poros esses mins mutáveis e dói. Dói. Não é possível que ninguém nunca tenha doído como eu me dôo. Quisera não ser assim. Quisera abrir os braços, que me faltam, e rasgar-me inteira... quisera não expor o vazio. Quisera não doer essa dor lenta... Quisera apenas sumir e doer ainda. Doer calada apenas. Apenas dói. Sem mais... Esse luto que não passa. Sem entender os porquês, aumenta o doer a cada dia. Aumenta-me. E dói. Eu, abstrato, dói. Se ao menos sangrasse... mas não; o silêncio dói, apenas.
sábado, 18 de outubro de 2008

Agora sei de mim: sou só. Tenho para mim mesma uma liberdade que não sei usar porque ser liberta exige uma grande responsabilidade que se perde também em mim. Eu assumo a solidão e minha inabilidade com minha própria liberdade. Existe em mim nomes próprios em consonância a hologramas que eu mesma crio. Acabo de entender que eles também são libertos e não sabem ser responsáveis por isso. Assim, eles seguem, apressados, seus caminhos elípticos. Depois, voltam como se o movimento circular ao meu encontro não fosse também o movimento para os demais caminhos ao encontro deles mesmos... como creio que seja. Devagar e só, ainda tenho um olhar esperançoso para o amanhã. Guardo o seu nome - meu segredo, sabendo que preciso de silêncios para continuar...
[Realize - Colbie Caillat]
[Realize - Colbie Caillat]
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