segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Para você(s).

Pare um pouquinho. Pense. Reflita e escolha. Caminho perfeito: encha o peito de coragem e defina os limites. Jogue tudo para o alto, se isso apetecer. Recomece. Ganhe mais beijos. Mais toques. Vários. Emoções milhares simultâneas. Retome aquilo que perdeu. Mas, que voltou. Vá!

Só não deixe de pensar que do lado de cá (ou de lá, porque nós trouxas do mundo somos muitos) tem uma pessoa. De carne. Osso. E, principalmente expectativas. Construídas no silêncio, quando a sensação boa fazia lembrança. Sabe? Não fode com tudo sendo egoísta. Os umbigos são lindos, mas não o centro do universo. Existem outros umbigos também lindos dando sopa por ai. Juntem-nos!

Pare um pouquinho. Pense. Relembre: houve uma palavra. Um compromisso. Um gesto de dedicação e não existe um botão de desconectar. Virar a chave e desligou. Não. Não pense assim. A ideia brilhante de mudar o rumo da prosa, não é brilhante. A ideia brilhante de se reinventar, não é brilhante. A ideia brilhante de sumir, não é brilhante.

Não deixe que as urgências valham mais que os momentos. Ou, na real, deixe. Deixe de uma vez. Mas, diga: não. Chega! Deu. Aconteceu. Respirei fundo e vi um mundo lindo. Melhor que este. Mais alegre. Mais festivo. Me deu mais tesão. E você não cabe mais nele. Deixe tudo para traz. Recomece, longe ou de onde parou, mas compartilhe.  Sabe? Reciprocidade é ainda a palavra mais bonita do mundo.

Ouçam: Brigth Idea - Ou não... rs.

sábado, 15 de agosto de 2015

Queixo-me às rosas...

Algumas semanas são mais cinzas que outras. Alguns sábados não deveriam amanhecer. Vi, alí ontem mesmo, um grande amor morrer. Mas grandes amores não morrem. Mas eu vi, vi morrer uma parte do amor. E é sempre assim... o fim. Uma parte morre. Outra parte vibra, sangue vibrante circula todo o corpo vivo enquanto o cinza preenche o outro... o cinza móbido, de um corpo gelado, que amou. E que morreu. Dessa cena triste, veio um turbilhão de sentimentos: perda de tempo essa bobagem de desaproveitar a vida, de se fechar para o amor, de não viver ou de viver de mansinho. Ficou a sensação de aproveitar tudo, agora, neste instante intenso que não pode haver outro, nunca mais. Mas, a morte de um grande amor será sempre a morte de um pedaço (enorme) da gente. Morrem os sonhos, os planos, os carinhos, a reciprocidade. Ver uma morte real, (Oh! Quanto egoísmo, Marina!) me reavivou a memoria de outras tantas mortes cotidianas e da perda do meu grande amor. Em algumas manhãs de sábado, fica a certeza que, sim, a morte é eterna. E-T-E-R-N-A. Um fim neste momento para toda e qualquer esperança. Um sopro gelado na alma, uma lembrança morta e nada mais. Ponto! Não será mais, ei-lo concreto e real: foi o fim, de uma vez por toda o lápis vermelho na caixinha. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Nota ao Mr. B.

Poucas pessoas tiveram a liberdade de me pedir texto: uma amiga que precisa expor algumas decepções há belos anos. E quase dez anos (milhares de histórias, amores e músicas) depois, eis que... surge tal pedido. Simples assim: mesa de bar, comentário despretencioso e um pedido. 

Mal sabe, Mr B. que o senhorito já havia ganhado mil começos de textos imaginários. Suas pequenas coisas borbulham minha cabeça e eu que ju-ra-va que viveria concreta, transbordo o imaginário. Turbilha em mim pensamentos-palavras a cada check azulzinho que acontece mais que rapidamente e me encanta, tal como a sua cara de desenho animado ou emoticon com língua pra fora que faz qualquer pensamento nublado se desmanchar em encantamento. Você, Mr. B. valeria uma novela completa, não porque você pediu, mas por você ser encantadormente desatento a ponto de marcar o primeiro encontro, sem querer, no meio da torcida do Cruzeiro, apenas na tentativa de comer um pão de queijo.

Ouça: Don't wait too long - Madeleine Peyroux



Escrevo e digo: Em um mundo líquido, poder encontrar alguém que tenha coragem vale muito mais que um texto: vale saber esperar. Vale pintar o concreto, soltar o pensamento e dizer coisas que eu não falaria nunca por orgulho e medo de me expor mulher-sonhadora-romântica-boba. Então, Mr. B., leia e saiba que um dos lugares mais agradáveis do mundo pode ser um abraço domingo e que isso pode valer um livro... Basta você pedir.

P.S.: Tenho um pedido! Adivinha qual?