sábado, 9 de março de 2019
Eu choro.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Diálogos mentais.
domingo, 31 de julho de 2016
e no peito...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
2015
Hoje, me despeço de você, 2015.
Por tantas vezes neste ano desejei que chegasse esta época de inversão de energia para um novo ano. Hoje em especial me despeço de você, 2015, já tendo o feito algumas vezes muito antes deste dezembro presente. Despedi de você quando chorei sem limites ao ver o céu ser adoçado pela rainha dos cupcakes, ao ver minhas energias enfraquecidas por não saber escolher ao certo com quem dividi-la, pelos "quase": planos, amores, satisfações. Quis muito que você terminasse, ali naqueles momentos, 2015. E, de alguma forma, você terminou. Despedi outra vez também quando procurava incessantemente calar aquele aperto e-nor-me no peito que me consumia: o mundo parecia não houver os gritos da minha urgência. Mas, ouviu... Enveredei em trabalho-trabalho-trabalho: 12, 14 ou mesmo 20h. Calava-me! Mas não acolhia. Então, tão logo agora, do cinza se fez cor. Azul... Como o manto de Nossa Senhora e serenou este cansaço imenso de me despedir inúmeras vezes de você, 2015. No reencontro da minha espiritualidade, eu entendi a essência das coisas a mim apresentadas este ano. Tão efêmero e transitório, tal qual minha imagem. Uma frase, no meu corpo pra dizer o que falei o ano inteiro: isso... Isso também passa.
Um beijo, 2015! Faça-se a alegria, por ora. Nesse começo de correspondência da vida. De encontros mágicos. De sorrisos largos, mãos firmes e beijos, por que não?, longos.
Chocho, 2015! Você passou. 2016 vai passar também! :*
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Para você(s).
sábado, 15 de agosto de 2015
Queixo-me às rosas...
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Nota ao Mr. B.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
carta ao pedro, 2015
Seus olhos-folhas-secas, seu queixo fino, seus cabelos bem pretos. Um jeito firme de falar, mas doce. Extremamente gentil. Pedro riu da minha habilidade única de machucar o mesmo pé duas vezes na mesma semana. Riu por eu ter enviado uma foto do meu dedo preto, antes de qualquer outra. Disse que eu era mesmo diferente, afinal, além do episódio da foto do pé, eu o havia batizado como Pedro, sendo seu nome outro diverso. Gostou do vinho, da pizza adocicada, das minhas capas Romero Britto. Ficou encantado com minha mão macia, mesmo com tanta aspereza a minha volta.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
sábado, 21 de fevereiro de 2015
A arte de se perder
Permaneci desesperançosa por meses completos. Pensei que havia outra Marina em mim, seca, automática, desencantada e desencantadora, tão cheia de erros e então... Sabe? Senti o gelado por dentro, mãos tremeram, suaram e o pensamento voou. Pelas poucas vezes, depois de tanta falta de setimento, amontoados de erros em um único ano, foi recíproco: sim.. o pensamento voava, a voz barganhava as palavras e o sorriso discreto me fazia mergulhar nos trejeitos, no movimento lento dos lábios que se mexem sem querer, sem emitir um som, acompanhando o pensamento. Uma noite foi o bastante para me encantar, registrado magicamente por duas fotos lindas deste primeiro grande encontro de mim. Duvidante pedi sinais a Deus, tudo me fazia sentir que podia ser. Logo eu, desacreditada que poderia ser novamente, senti que sem querer perdia-me. Não sei onde nele me perdi. Assim, carrego em mim esse desejo legítimo que seja e que continue sendo encantado... Oh, Bishop, nao me diga que seria uma alegre arte, depois de tanta secura, este presente de encantamento tão breve. Sinto a alegria de poder me perder em meia noites e meio dias e noites que se transpunham em dias. E temo... Perder, afastar e não poder mais encantá-lo. Ah! Se pudesse dizer... todas as coisas lindas que imagino ao me perder olhando-o calado e calmo. Ah! Sinto em mim uma urgência bela. Que já me dói tanto, de tão bonita...
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Dois mil e reticências
nada será como antes: as mãos de hoje que não buscam nem mais os desejos. reinventaram o significado da reciprocidade. agora seria: cada um tem um jeito. que obviamente não é o meu... mas em nome das coisas que não podem ser como antes, eu "reticiencio". procrastino o a esperança que em algum lugar em mim, algum momento será habitado por sentimento e me divirto com meias palavras, meios sorrisos e quase nenhuma vontade. eu vivo... e carrego um único pedido em mim, aqueles que a vida colocou: ocupe-me.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
Tenho tentado.
sábado, 10 de setembro de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
One art
The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
-Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
(E. Bishop)
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Fecha-se o coração como um livro, cheio de imagens, palavras adormecidas, perdidas em prateleiras, acumulando pó e mais pó... De tempos que nem são tão longos, nem tão curtos. Mas, acumulam-se. Com mãos próximas aos lábios oscila-se o sopro e o beijo. Neste instante, já não se sabe qual diferença da coisa perguntada e da menina calada, levando o empoeirado livro bem apertado no peito, na esperança que o pó desfaça o pobre desespero de um dia poder ser... tateado. Palavras adormecidas em escritos que habitaram, algum momento, seus lábios. Fica no ar essa sensação melancólica de um retorno a antiga persona, tal qual Polaroid antiga, lírica e metafórica... Aperta-lhe o peito, por estar tão vivo, dói mais. E, do sopro definitivo (é... não tão de-fi-ni-ti-vo, assim, valendo-se de quem é) fez um pálido beijo vão: o delicado movimento de ar da respiração - regular, metódico e tão cotidiano fez voejar a poeira de todas as palavras não ditas. Voou a imaginação... Talvez morra antes do horizonte. Memória, amor e o resto... de todas as outras coisas, que não tem mais explicação.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
a voz da menina em admiração aberta,
alternância de sátira ou silêncio entristecido
hoje sou testemunha da noite e sua nudez,
hoje assisto ao testemunho da menina e seu amor calado
há entre nós a pouca distância de quem sabe para sempre
e o muito que nos separa
é o mudo do meu presente.
a menina, olhos de menina,
a aceitação e a dor desta menina,
grandes na nudez da noite,
no passageiro da criação,
nos sonhos sonhados, suspeitados,
a voz e o silêncio sobre o que sempre soubemos,
entre a paixão da menina
e o desejo da paixão que me anima,
ainda ausente como estou,
menina que perdi,
além do primeiro das coisa.
Ana Cristina Cezar – Da pasta rosa (06/11/70)
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Mil seiscentos e noventa e nove. Olhando para esse número em negrito, invade a mim, um sopro, desses qualquer. Exatos mil seiscentos e noventa e nove. Nada a mais. Para quem tem essa mania besta de colecionar escritos, apagá-los é, sim, um crime inafiançável. Vale dizer que são exatos quatro mil cento e oitenta e cinco, desde 25 de abril de 2006 [um começo que escolhi por sua qualidade delicada de ser o mais fofinho (refresco-me as vistas e a memória - "Sua alteza mandou me chamar? o que queres?... Ah senhor, nd feito. Tenho tido muita dificuldade para terminar esta encomendA. Como é difícil afinar toques musicais na mesma frequência das maravilhas da vida! (...) Mas já tenho um protótipo para a alteza: experimente amar sem tocar, gostar sem dizer, criar sem pensar, mover sem mexer... é talvez por metáforas q posso aprender e relatar o que sua alteza, meu Deus, quer dizer a nós, seres vivos"]. Suspiro, em pensamento: me dei conta, antes mesmo de vê-lo. Atropelo o momento com algo matemático que berra em minha mente: Ontem ainda eram menos! Eram... mil seiscentos e oitenta e poucos. São, pelas minhas contas aproximadas uns... doze; só hoje! Mas, agora, às dez e onze, está lá... estático, um grande iceberg numérico e negritado. Todos aqueles que não tem lá grande importância. Todos menos um. Às dez e vinte e dois, batem a minha porta repulsas (de mim, do mundo e daquele médico filhadaputa que estragou meu dia). Pressinto, com um olhar desesperado, meu toque: F5. Céus! Lá estão todos, menos um...



