sexta-feira, 2 de maio de 2008

Fundir. O tácito ao vivo. Romper paradigmas das subjetividades. Fundir-me em algo que possa ficar na terra. Cortar o gás. Inebriar ou matar-nos com estes... Fundir-nos, nas banalidade diárias. Ela e eu. Eu e eles... O beijo e a boca, corpos e espírito, delicadeza e rudezas. Não plenitude dos verbos com a intransigência dos mesmos. Fundir-nos; o que acreditamos com o que somos. Ou o que não somos ou, ao menos, o que não podemos nunca ser.

Ficando para o sempre-agora, no ar...


Fundir-nos, senhor. Deus-homem, figura imaculada. Leve de mim toda a castidade... Absorva-me em despudores, funda-me neles, nos outros e em outros tantos. Não deixes nunca o caminho vão. No ar, meus senhores, deixe-me, pois, é de minha única responsabilidade. Não me funda, Senhor, no que não acredito. Funda-me, intransigentemente em oração, ao não humano. Funda-me na boca, o toque e, nos dedos, os ares...

2 comentários:

Elis disse...

Nossa, bota sensibilidade nisso isso aqui heim? Que bom de ler, fui pro ar .. voando, lendo, lendo!
Abraço.

João Paulo disse...

Voce vai da petala à flor nao desfolhando mas criando uma imagem sua de planta voando ao sol. Muito bom...leio e parece um livro