sábado, 18 de outubro de 2008




Agora sei de mim: sou só. Tenho para mim mesma uma liberdade que não sei usar porque ser liberta exige uma grande responsabilidade que se perde também em mim. Eu assumo a solidão e minha inabilidade com minha própria liberdade. Existe em mim nomes próprios em consonância a hologramas que eu mesma crio. Acabo de entender que eles também são libertos e não sabem ser responsáveis por isso. Assim, eles seguem, apressados, seus caminhos elípticos. Depois, voltam como se o movimento circular ao meu encontro não fosse também o movimento para os demais caminhos ao encontro deles mesmos... como creio que seja. Devagar e só, ainda tenho um olhar esperançoso para o amanhã. Guardo o seu nome - meu segredo, sabendo que preciso de silêncios para continuar...

[Realize - Colbie Caillat]

Um comentário:

Elis disse...

Olá miha cara ... belíssimo post ... em especial esse cuidado com a liberdade ... por que ser liberta exige mais que essa tal responsabilidade citada no texto... ser liberta é ser si mesma ... as vezes isso ocorre de forma solitária ... mas nem sempre ... nem sempre!
Abraço da Elis.