quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Sem destinatário certo: Ao acaso e a quem couber...



Digam o que lhes convier, mas a premissa está posta; tanta casualidade, isto é, em número excessivo, e pouco encontro. Diversos, cada qual com sua peculiaridade, convergem, apenas, no desamor sentido no depois. Agora, se fosse permitido, diria da necessidade narcisista de correspondência. Não tão egoísta como certamente soará; seria dito de forma simples sobre a necessidade de ‘responder’. Malditas expectativas que consomem em toques, cheiros e saliva! Esperanças que chegam, mesmo que tarde, para apodrecer no magnífico nada. Dentre pertencer e mentir que o faz – que o sente – seguir, por não haver outra opção e por teimosia, como lágrima estancada nos olhos a espreita de mais um nada, mais um engano sem responder e, menos ainda, corresponder.

Haverá dia melhor com hora certa de tornar-se livro e leitor insaciável, quando cada palavra posta ganhará ares de imaginação, libertando-se da intenção do autor, ‘sendo-se’ gramaticalmente cabível, mesmo que não tão correspondente a ela (ou não...). Um dia... Hoje, não!

Hoje, árvore no chão, página arrancada, papel picado e fogo a consumi-los...

Trilha sonora: Palavras e silêncios – Paulinho Moska.

Um comentário:

Elis disse...

... agora sim, te achei de volta.
Bela música como trilha sonora. deixa o texto com uma certa " forma". Tbem gosto de por música em muito do que escrevo.
Abraço.
Elis