domingo, 3 de fevereiro de 2008

Solilóquio

É... eu realmente odeio carnaval. Imagina só cidade do interior uma hora dessas, 22:50h do domingo de carnaval. Vai faltar água, a cidade vai estar imunda e os axezeiros estarão consumindo com seus neurônios. Beleza, Marina! Você odeia carnaval, mesmo. Nunca gostou. Isso repete três vezes: odeio, odeio, odeio. Deu pra enganar. Mas, uma hora dessas em Belo Horizonte... é, os anti-folias. Mas, onde eles estão? Que porcaria é essa de cidade vazia. Ninguém me irritou hoje no trânsito. Que trânsito? Trânsito dos anti-folias raptados pelo maldito crééééu. Isso! Abriu um buraco e créééééu na galera. 22:53h e eu odiando todos os tipo de carnavais, inclusive o “anti-folia”. Pois é... Pelo menos às 22h em ponto você tinha companhia, ô vinhozinho de merda. Merda, merda, merda. Três vezes para eu acreditar que estou bem, está tudo certo, eu odeio carnaval mesmo e esse vinho ainda não subiu, não deu tempo. Mas as cidades do interior... pois é. É... esse computador cheio de fotos. Dá uma doidera ver fotos antigas. Dá uma doidera maior ainda ver essas fotos que fazem as pernas tremer de vez. Ai, bosta de cidades do interior! Aposto que lá não tem vinho. Mesmo esse vinho de merda que ainda não subiu, e essa foto faz tremer e as malditas cidades com nomes duplos. Odeio. Odeio nomes compostos de todas as formas. Vê-se lá: Matilde. Tomar banho... Falando nisso. Maldita hora - agora, se eu não estivesse conversando comigo mesma, uma amiga falaria. Não, ela cantaria: “apressado come cru”. Bem feito, nascer de sete meses em pleno carnaval. Depois, na verdade. Logo depois, para ser mais sincera. Maldita hora mesmo, que tá chegando... tá. E será que nas cidades do interior carnavalescas que têm nomes compostos têm telefone? Assim, facinho. Pegou, ligou, dois minutos... eu vou falar calmamente: “ah... obrigada! Mais um, ê!” Ou vou ficar em silêncio engolindo que eu odeio carnaval, que odeio as magníficas possibilidades dos carnavais e arriscaria um “imagina! Eu, libertária, oras!”. Mentira... repete três vezes: libertária. Libertária. Libertária. Mais uma vez, minha amiga surgiria, verbalizando minha consciência: “Rá! Eu menti”. Mas, e daí? Eu odeio carnaval, seguro a garrafa de cerveja nas pontinhas (de todos) os dedos, odeio nomes compostos e cidades históricas momentaneamente carnavalescas. E eu estou bem... tô conversando comigo porque, sei lá, escutar crééeéu não dá, o vinho acabou e eu realmente odeio carnaval.

E... ah. Quem amanhã me desejar “muuuuuuuuuuitos amores”, vai se ver comigo...

- Aqui, queriiiiiiido. Brigadinha, mesmo. Esse eu pulo. Eles nunca vêm sozinhos. A propósito, assim que o mundo voltar ao normal e sairmos para beber, repare em como eu sirvo cerveja, ok?! Ah... mais um. Ê! Brigadinha. Hi-hi-hi.

Bom... Não quero, rá! Não. Não. Não. Três vezes que é para ter segurança na afirmação. Ok. Odeio carnaval. Grrrrrrrrr.

Um comentário:

Elis disse...

Tive que prestar bem atenção no que lia, pois pensei estar no blog da Lory. Parecia que eu estava lendo as palavras dela.
Adorei o texto.
Abraço
Elis