sábado, 9 de junho de 2007

"Moça, olha só o que eu te escrevi..."


Das estrelas via-se um mundo sem cores. Via-se vidas opacas, jardins secos, caixas vazias. Renovar tudo, o grande manipulador resolve. Colocou então no mesmo caminho duas sonhadoras. E uma flor magnífica, cresceu devagar...

“É preciso força pra sonhar e perceber
que a estrada vai além do que se vê”


Surgiram afinidades, projeções, apertões virtuais. Dela ganhasse o melhor afago, o apoio incondicional, a cara a tapa em busca do que é nosso de direito. Direito. Entre tantos homens, tantos livros, encontra-se junto à ela, um ser de barbas brancas que lhes dá licença para alterar qualquer escrito. Licença poética da vida! È isso! Ela tem licença poética para alterar qualquer pedaço de ser, de tocar fundo, de espalhar pozinho de pirlimpimpim e deixar tudo branquinho... Juntas inventam-se histórias em quadrinhos. São Batman e Robin em busca do terno. E, quando o tempo simplesmente pára, com ela consegue-se leveza suficiente para que, com apenas um sopro (de vida), ele volte a andar. Assim como quando o mundo insiste em desafiá-las. Ela ternamente resolve dominá-lo através dos sonhos de laboratório. Às vezes, num deslize, faz-se cada coisa, Pinka! Às vezes, surgem idéias brilhantes e doces, Cérebro! Tão cérebro que em dias nublados ela, docemente, grita:
- Hannibal! Coma o indelicado!
E depois do banquete, ela sorri, e saltita pelos jardins e não dorme. Proteção, doninha... Proteção!

“Sei que o vento que entortou a flor passou também por nosso lar e foi você quem desviou
com golpes de pincel...”


Ela possui o poder de saber quando tudo está sem cores. Nesses dias, ela vira magia. Cigana a dançar, e em dois minutos têm-se histórias incríveis com todos os retratos em preto e branco... Ai de quem nunca teve bolha de sabão! Ai de quem nunca rasgou o coração! Ao lado dela, o peso das decepções diminui, a vida fica terna, doce, colorida, florida na medida certa. E descobre-se que a medida certa é uma só. Uma única coisa passional e branca. Alva de alma. Orquídea branca, mãe, amiga, companheira de sonhos. Menina flor, sortuda! Eu, (245 vezes) sortuda! Duas crianças que, agora, voejam longe. Vão de encontro ao céu, e, ficam a observar o mundo sem cores lá de cima, do esconderijo seguro.

“Eu sei, é o amor que ninguém mais vê. Deixa eu ver a moça... Toma o teu, voa mais, que o bloco da família vai atrás!”

Eu, sem palavras para agradecer!

Um comentário:

Anna disse...

"Quando aquelas duas almas se avistaram, reconheceram-se como sendo a necessidade uma da outra e abraçaram-se estreitamente.” (Victor Hugo)

Sr. Hugo, pode acrescentar, por favor, que quando a semente encontra terreno fértil a natureza faz o resto, assim, gratuitamente, discretamente exuberante?! Pode? Ah, obrigada!

Pequenos milagres acontecem!
Vc, terra fofinha!
Eu, semente! Eu, sortuda!

Tem que vai, Batman!
Bjs, florzinha!