terça-feira, 26 de junho de 2007

- E esse sorriso?

Eu o vi. Em uma seqüência numérica, traduzida em cores, eu o vi. No mesmo instante que o vi em cores, eu o vi dentro de mim. E ele estava lindo, como sempre. No olhar, havia algo que eu ainda não sei, mas que transforma. Transforma tanto e tudo, que eu esqueci dos transtornos desses dias, das amolações gratuitas, da insistência das outras peças que já se foram e não se encaixam, aqui, mais. Esqueci, também, do quanto neguei o que sentia quando o via, assim, gélido; e entendi: ele estava paralisado no tempo real, mas vivo dentro da minha realidade inventada. Não como as outras peças que duraram tempos. Não... Ele, realidade de dia singular, viverá uma vida inteira aqui dentro. E, é isso. Ele sempre vai estar vivo no meu mundo, porque no silêncio dos dias – e da vida – nos comunicamos, mesmo sem ele saber, e isto basta. Basta saber que há algo naqueles olhos que revive qualquer cor pálida. Eu o vi: uma explosão de cores traduzidas numa única e simbólica cor. Ah! E ele sequer sabe disso... Mas eu o vi – lá fora e aqui dentro – e senti meu corpo respirar, novamente.

- Não vai responder, não? Você não sai desse mundo, hein, Luiza?

3 comentários:

sam disse...

é engraçado como a gente sempre fantasia cousas como se fossem reais. Como a gente se apaixona por momentos inexistentes e por uns instantes deixamos de viver para criarmos nossas próprias vidas 'handmades'. Em um ponto da histórias nos damos com a cara no chão. E passamos a correr de nós mesmos até sermos aprisionados em nossas próprias rotinas realisticas... não.. não quero acordar hoje... me deixe sonhando o resto da vida...

Marina Fonseca disse...

É isso aí Sam, deixe-me sonhar, ao menos por hoje...

Elis disse...

Belos sonhos minha cara ...
gosto de passar por aqui ... faz bem aos olhos, pra alma.
Bjs