segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Carta

Acordei hoje com um pensamento fixo. Minha paz vai embora... e os olhos ficam úmidos. Tanta busca por tudo o que representa a mim, e agora vai embora. Se eu não conhecesse meus dramas arriscaria que “isto é uma fase vai melhorar”, mas me dei conta hoje de manhã, quando abri os olhos que não... Não está sendo uma simples passagem na minha vida e com tão pouco tempo, me desarmou e me trouxe tanta paz...
Queria poder surtar e implorar para não ir. O destino é mesmo um palhaço! Injusto. É extremamente injusto. Excluindo todo o meu sentimentalismo, um mês é incerto demais quando comparado a essa vontade crescente. Procurei os porquês de meus olhares perdidos o dia todo... Não os encontrei. A moça que pregava liberdade foi desarmada e se contradiz.. Ô coração apertado. Não se vá (ah sonho utópico...) e quando for saiba que aqui fico faltando um pedaço, talvez o mais importante.
E, se me permite surtar:
Fique mais, minha paz!

Lendo:

"Que minha locura seja perdoada,
porque metade de mim é amor...
e a outra metade...
... também!"
Metade - Oswaldo Montenegro

Deliciando:

"eu paro
e fico aqui parado
olho-me para longe
a distância não separabólica"

Engenheiros do Hawaii - Parabólica


P.S.: Ok. A sentimental está de volta, a loucura me circunda e a clareza ainda permanece.


Um comentário:

elba disse...

Menina! Esse poema "Metade"é do Oswaldo Montenegro. É bem parecido com um outro do Ferreira, mas não é dele...
Lindeza. Beijos