sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

No auge de meu feminismo e indignação, resolvi procurar o significado de confiança:

Definição de confiança*:

s. f.,

segurança e bom conceito que se faz de alguém; convicção do próprio valor; firmeza de ânimo; crédito; intimidade, familiaridade;

pop.,

atrevimento;audácia;insolência.

“Atrevimento, audácia, insolência”. Está tudo explicado. Faz sentido como as pessoas atualmente têm se comportado. Confiar em alguém (especialmente em charmosos pares de calças) virou a maior audácia de todos os tempos. Mulheres insolentes que ainda conseguem fazer árdua tarefa. Dificílimo definir quem é o culpado quando a confiança se transforma em desconfiança. Gramaticalmente um prefixo apenas que molda toda uma conduta. Confiar em partes seria a solução? Categorizar as pessoas. Confio em José nisso, mas para aquilo não. Já João só serve para isso...

Fácil pensar assim. Confiar desconfiando que a qualquer hora virá uma decepção. Pior ainda quando é negada uma ajuda. Diploma na parede não engrandecerá indivíduo algum, ser chamado de Doutor. Médicos! Deveria odiá-los mais do que aos homens. Ainda mais se forem doutores deste tal gênero. Arght! A arrogância de confiar no saber, “convicção do próprio valor”. Céus! Que valor? Valores que fazem desconfiar que ao dar uma palavra amiga, um ombro, ou apenas escutar seria se expor, se colocar no mesmo patamar. Deve existir alguma matéria acadêmica que explique tal autoconfiança exacerbada, afastando até mesmo os bons amigos.

Ah bons amigos que podemos confiar. O que seria confiar por sua vez?

Definição de Confiar*:

. tr.,

entregar com segurança alguma coisa a alguém;dar em depósito;dar a saber, comunicar;transmitir;

v. int.

,ter confiança em;acreditar;ter esperança;

v. refl.,

fiar-se;entregar-se.


"Entregar-se com segurança, comunicar". Gramaticalmente fácil. Não sei se me revolto contra o português ou se isso seria apenas mais uma faísca para essa revolta contra esses projetos de homens. Confiar. Palavra vinda da expressão “ter fé”. Apelaremos para reza para ver se algum dia esses seres estranhos melhoram ou que honremos toda a queima de sutiãs e paramos de chorar por umas peças dessas. Ah faça-me o favor...

*Definições por Língua Portuguesa On-Line (http://www.priberam.pt/dlpo)

Obs:Não odeio os homens assim, ao contrário. Tenho fé que vou encontrar um serzinho abençoado... mas, por favor, não mexam com minhas amigas confiáveis, porra!

3 comentários:

flaviadejesusmotta disse...

SEM COMENTÁRIOS MEEESMO!
BAITA INSENSIBILIDADE MASCULINA E BAITA SENSIBILIDADE POÉTICA E JORNALÍSTICA DE VC MINHA AMIGA!

Helena disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Helena disse...

Para os seres estranhos que irritam a florzinha e descortinam nela um comovente lado protetivo, as vaias de Victor Hugo:

“Dizei mal, mas não o façais. Ou, fazendo-o, que seja grande. Apunhalai, mas não arranheis. A menos que o alfinete seja envenenado. Circunstância atenuante.” (Victor Hugo)

Para vc, Marina, aplausos sinceros.